Arquivo da categoria: Juventude

Viva o 1º de maio! Viva a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras. Nota da @UJSBRASIL

Em reunião neste 1º de maio, a Direção Nacional da UJS saúda as trabalhadoras e trabalhadores brasileiros pelo seu dia de luta aqui e em todo o mundo.

Neste ano de 2013, em especial, temos dois marcos importantes que podem ser comemorados, mas sobretudo, alvo de profunda reflexão por parte daqueles que almejam construir um mundo de mais igualdade e que tenha o povo no comando do processo político.

O primeiro é a comemoracao dos 70 anos da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), fruto de greves e pressão dos trabalhadores em 1943, durante o período Vargas. E o outro marco é a conclusão de uma década do projeto democrático-popular em curso a partir da eleição de Lula, primeiro trabalhador a ocupar a presidência da República.

De comum entre esses momentos, temos a marca do avanço de conquistas trabalhistas, seja ela através da sistematização dos direitos trabalhistas num código, a conquista do salário mínimo, a garantia do direito de greve, seja o próprio desenvolvimento econômico, que tem gerado emprego e renda, ganho real no salário dos trabalhadores nos dias atuais e a busca de um projeto nacional de desenvolvimento que assegure soberania nacional e a valorização do trabalho.

Essas conquistas são a prova de que a unidade de ação dos trabalhadores tem poder para promover fortes transformações sociais, e que portanto, essa unidade deve ser perseguida sempre, pois um longo caminho ainda precisa ser percorrido.

Nesta ultima década os jovens tornaram-se a maioria no mercado de trabalho brasileiro, jovens que anseiam ter sua independência, viver dignamente e sem medo do futuro. Na opinião da UJS, para o desenvolvimento integral, desses jovens, trabalho e educação precisam andar lado a lado. Assim, é necessário ampliar a oferta de vagas em todos os niveis educacionais, atentando para especificidade para a promoção da educação de jovens trabalhadores.

Somos solidários e fortalecemos as bandeiras unitárias defendidas pelas centrais sindicais neste 1º de maio de 2013, sejam elas: a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais; fim do fator previdenciario; reforma agraria; igualdade de oportunidade entre homens e mulheres; política de valorização dos aposentados; 10% PIB para a educação; 10% do orcamento para a saúde; correção da tabela do imposto de renda; ratificação da Convencao 158 da OIT; regulamentação da convenção 151 da OIT e ampliacao de direitos publicos.

Todo apoio a pauta unificada das centrais sindicais!
Viva a união dos trabalhadores, das trabalhadoras e da juventude!
Direção Nacional da União da Juventude Socialista.

São Paulo, 1º de maio de 2013.

Brasil, prepara uma avenida que a juventude vai passar!

Avançar na conquista de direitos! Aprovação já do Estatuto da Juventude!

O tema de juventude tem ganhado força no debate sobre políticas públicas no país. Na última década, a partir de um intenso processo de participação das entidades estudantis e dos movimentos de juventude, conquistamos inúmeros avanços, como a criação da Secretaria Nacional de Juventude, do Conselho Nacional de Juventude, a implementação de um conjunto expressivo de programas e políticas que deram acesso a inúmeros direitos sociais historicamente negados à juventude, a realização periódica das Conferências Nacionais de Juventude e a aprovação da PEC da Juventude.

O Projovem, o Prouni, o REUNI, o Bolsa Atleta, as Praças da Juventude, os Pontos de Cultura, o Protejo além de vários outros, se somam às iniciativas que visam aprofundar um marco legal capaz de ampliar a abrangência das políticas públicas de juventude.  A primeira dessas iniciativas se transformou em realidade com a aprovação da Emenda Constitucional 65 que de forma inédita inclui o termo “jovem” na Constituição, nos consagrando como beneficiários e sujeitos da ação estatal.  Os olhos da juventude e da sociedade se voltam ao projeto de lei que estabelece o Estatuto da Juventude e que agora tramita no Congresso Nacional. Correto está o país em reconhecer seus jovens como detentores de direitos inerentes à sua condição e insere a juventude como protagonista de um projeto nacional de desenvolvimento. 

Senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) comemora a aprovação do Estatuto na CCJ do Senado com dirigentes da UNE, UBES e UJS.

Senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) comemora a aprovação do Estatuto na CCJ do Senado com dirigentes da UNE, UBES e UJS.

O PLC 98/11 que cria o Estatuto da Juventude e está para ser votado no Plenário do Senado é o resultado de uma necessidade histórica e de um amplo debate que teve início há quase dez anos, por iniciativa da Comissão Especial de Juventude da Câmara dos Deputados após amplo processo de participação realizado em todo o país. Entidades como a UNE, UBES, ANPG, CONJUVE, UJS, JPMDB, JPT, JPSB, JPL, JPSDB, PDT, PJ, juventude negra, trabalhadora, participaram ativamente da construção do texto e de sua aprovação na Câmara dos Deputados e nas Comissões de Constituições de Justiça, Assuntos Sociais e Educação do Senado Federal.

Dentre os inúmeros avanços do Estatuto da Juventude, chama a atenção o artigo que institui a meia entrada para estudantes em eventos culturais e esportivos em todo o país. Os estudantes lutaram e na década de 1940 conquistaram o direto à meia entrada, permitindo que jovens das mais diversas condições sociais se aproximassem do bem imaterial da cultura e ampliassem seu conhecimento. Durante a ditadura, com a perseguição aos estudantes e aos artistas, fechamento de entidades, teatros e espaços culturais, o direito à meia entrada foi extinto e após a redemocratização virou bandeira do movimento estudantil. 

Esse direito sofreu mais um ataque em 2001 com a edição da Medida Provisória 2208. O que assistimos hoje é a desregulamentação do direito à meia-entrada, nenhuma garantia de validade da comprovação da condição de estudante e um aumento artificial no preço dos ingressos. Esta MP deu margem para o surgimento de entidades fraudulentas que existem somente para vender carteiras, uma verdadeira máfia. 

Ao longo do tempo podemos dizer que tem sido um indicador da democracia do Estado reconhecer o direito dos estudantes de ter acesso à meia entrada através de sua Carteira de Identificação Estudantil emitida por sua entidade representativa. Num momento em que conquistamos a tardia ampliação do direito de todo o jovem ter direito à educação pública, gratuita e de qualidade, garantir a meia entrada estudantil em todo o território nacional é sem dúvida um direito substantivo com verdadeira inclusão da juventude brasileira.  É também uma vitória democrática, corrigindo os erros do passado e afirmando a autonomia das entidades estudantis, que a história provou serem imprescindíveis à defesa do Brasil, da educação e da democracia. 

            Além disso, o Estatuto carrega em si o compromisso de aprofundar as conquistas da democracia brasileira, estabelecendo atribuições do poder público nas três esferas com a criação de organismos de gestão das políticas, aponta para a necessidade de constituição do Sistema Nacional de Juventude e também de espaços de participação e controle social da juventude, como os conselhos de juventude, avançando assim na institucionalização da temática. Com a definição dos direitos da juventude abre um largo espaço para num outro patamar, não mais como políticas de governo (onde se dependia do interesse destes), mas agora como políticas de Estado (quando é obrigação do Estado promover tais políticas) para que a nação brasileira enfrente os graves problemas que ainda criam obstáculos ao exercício pleno de direitos pela juventude e à sua contribuição ao projeto de desenvolvimento nacional soberano e solidário, das quais exemplificamos ao menos dois com os quais é impossível continuarmos convivendo a alta mortalidade da juventude negra em todo o país e o alto desemprego juvenil mesmo num momento de alta formalização do emprego e mais baixas taxas de desemprego vividas na história do país.

Brasil, prepara uma avenida que a juventude vai passar!

Comissão Diretora da União da Juventude Socialista.

São Paulo, 14 de abril de 2013.

 

UNE convoca 5º EME (Encontro das Mulheres Estudantes) – maior fórum de jovens mulheres do Brasil

O 5º Encontro das Mulheres Estudantes da UNE (EME) será realizado de 29 a 31 de março na cidade de Camaçari, na Bahia. O EME surgiu em 2005, por iniciativa da diretoria de mulheres da UNE, com o objetivo de ser um espaço de organização e fortalecimento do debate feminista na entidade, contribuindo no combate ao machismo e todas as formas de opressão sofridas dentro das universidades e no movimento estudantil.

A diretora de Mulheres da UNE, Liliane Oliveira, afirma que “para as mulheres da UNE a universidade cumpre um papel central na transformação da sociedade e vamos reforçar com bastante unidade que para mudar a universidade: somos todas feministas!” Na entrevista abaixo ela explica os objetivos do Encontro e como ele contribuído para discutir pautas específicas e fazer avançar melhorias para as estudantes brasileiras.

As mulheres hoje ocupam metade do corpo discente da universidade, mas, os desafios ainda são muitos. Para isso temos que olhar por inteiro para a universidade.

A universidade expandiu, interiorizou, cursos noturnos foram abertos e mais mulheres jovens e trabalhadoras fazem parte desse universo. É necessário, portanto, que as mulheres façam verdadeiramente parte da universidade. Para isso temos que garantir nossa permanência na universidade. Para que a universidade seja verdadeiramente para as mulheres, três aspectos ainda saltam aos olhos: o primeiro é a necessidade de termos condições materiais para estudar. Temos que ter assistência estudantil específica para as mulheres. O segundo é produzir conhecimento que não reproduza os valores androcêntricos e patriarcais, e o terceiro, a participação das mulheres nos espaços de decisão da universidade.

Por um último, não podemos esquecer que o primeiro contato das estudantes com a universidade ainda é muito traumático. As recepções de calouros e trotes são humilhantes e fazem as estudantes carregarem cicatrizes ao longo de toda sua graduação. Essa “recepção” só reforça para as mulheres que a universidade ainda não é um espaço para elas.

A Universidade deve estar atenta à demanda de projetos e propostas integrados aos anseios populares, que promovem maior emancipação social. Não somente não reproduzir valores machistas e racistas, mas, também construir novos valores emancipadores. Para isso, a universidade tem desafios internos muito grandes a desconstruir. Temos que avançar na democratização da universidade incluindo na sua decisão as mulheres e ter sua produção, ensino, pesquisa e extensão voltadas para uma demanda da superação das desigualdades. A UNE aprovou recentemente, no CONEB, seu projeto de Reforma Universitária com foco na qualidade da educação. Reafirmamos neste projeto que a qualidade passa por construir valores de igualdade e uma educação não sexista.

Chegamos ao 5º EME com uma bagagem de muitas mulheres de luta na UNE. Essas mulheres abriram muitas portas e apontaram muitos caminhos. É nossa tarefa dar continuidade e nos preparar para novos desafios. Queremos sair do EME com nossas campanhas periódicas: “pelo fim dos trotes machistas” e “pela criação de creches”, enraizadas e dar continuidade à campanha pela legalização do aborto iniciada na gestão de 2007 onde a Diretoria de Mulheres junto a então presidenta, Lúcia Stumpf, deu grande visibilidade ao tema.

Entendemos que o machismo estrutura e organiza nossa sociedade e apontamos a construção do feminismo para mudar essa realidade. Por isso, queremos protagonizar debates importantes na disputa de valores da juventude brasileira. Colocamos, também, na nossa agenda a luta pela democratização da mídia, contra a mídia sexista e por uma reforma política que inclua verdadeiramente as mulheres. Outro ponto importante é que o EME contará com o aprofundamento das lutas das mulheres contra o racismo e a luta contra a mercantilização do corpo e vida das mulheres.

Fonte: UNE

Chávez, o nome do povo e da revolução bolivariana

“Seu nome atravessará os séculos, bem como sua obra!”, disse Friedrich Engels, em discurso no funeral de Karl Marx, há 130 anos, neste mesmo mês de março, em 1883.

O mesmo podemos dizer de Hugo Rafael Chávez Frias. O principal líder venezuelano desde Simon Bolivar, e um dos maiores líderes da América Latina e Caribe em todos os tempos. Um dos mais importantes líderes políticos da atualidade no mundo. Seu grande legado, sua imensa obra, é a revolução bolivariana, movimento que atravessará os séculos pela sua força e pela sua raiz popular na Venezuela, e por sua contribuição decisiva para a luta dos povos latino-americanos e caribenhos por sua segunda e verdadeira independência.

O comandante e presidente Hugo Chávez foi um líder do pensamento e da ação revolucionária contemporânea em nosso continente. Um pensamento sincrético, é verdade, com insuficiências e imprecisões teóricas, mas um pensamento anti-imperialista, socialista e revolucionário, coerente e de imensa contundência, herdeiro do melhor pensamento patriótico e internacionalista latino-americano e caribenho, e fortemente influenciado pelo marxismo e pela Revolução Cubana.

Além de resgatar e promover as ideías de Francisco de Miranda, Simon Bolívar e José Marti, Chávez também fez o mesmo com o brasileiro José Inácio de Abreu e Lima, pernambucano como Lula, que lutou ao lado de Bolívar como voluntário internacionalista e foi promovido a general da luta pela independência da América espanhola. Abreu e Lima também foi um pensador socialista utópico, que o eurocentrismo demora em reconhecer, o primeiro pensador socialista brasileiro e um dos primeiros latino-americanos a escrever sobre “O Socialismo”, título de seu livro. As obras da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, empreendimento binacional que homenageia este importante herói brasileiro, foram inauguradas por Lula e Chávez.

Entertanto, Chávez foi sobretudo um líder da ação revolucionária e anti-imperialista. Destaca-se em 1992, quando lidera uma insurreição cívico-militar que a direita pró-imperialista e até setores liberais de esquerda caracterizaram equivocadamente como “tentativa de golpe”. Ato inaugural do atual processo revolucionário venezuelano, a inciativa já fazia referência aos 200 anos de lutas independentistas no próprio nome do movimento, Movimento Revolucionário Bolivariano, MRB – 200.

Das entranhas da resistência ao neoliberalismo e à ALCA, há pouco mais de 20 anos, surge esse movimento na Venezuela, ao passo que no Brasil e nos demais países da América Latina e Caribe, com a honrosa exceção de Cuba socialista, os povos da região resistem de muitas maneiras à ofensiva neoliberal e neocolonialista. No Brasil, por exemplo, os estudantes caras pintadas animam e lideram grandes manifestações populares, desde então irrepetidas, que culminam com o impeachment e a renúncia do então presidente Collor.

Nestas duas décadas Chávez agiganta-se, pois como disse em recente entrevista o presidente do parlamento venezuelano Diosdado Cabello, Chávez hoje já não é somente ele mesmo, Chávez já é o nome pelo qual responde o povo oprimido e explorado, é a voz dos trabalhadores, é a representação da própria revolução bolivariana, é um movimento popular legítimo, patriótico, latino-americanista e socialista, é o “chavismo”.

Chávez lidera um processo que chega ao governo da Venezuela em 1998, inaugurando o atual ciclo político patriótico, democrático, popular e anti-imperialista de nosso continente. Em duas décadas esse processo alcança um rico acervo de conquistas: faz avançar a integração solidária de nossos países e povos, fortalece a soberania nacional, dá conteúdo popular e verdadeiro à democracia, e promove o desenvolvimento econômico e social, elevando o padrão de vida dos trabalhadores.

Chávez, ao lado de Fidel e Raul, Lula e Dilma, Nestor e Cristina, Correa, Evo, Tabaré e Mujica, Lugo, Ortega e outros, faz parte da liderança coletiva de um novo ciclo virtuoso da América Latina e Caribe. Com razão, Chávez disse em uma das vezes em que discursou para os movimentos sociais no Fórum Social Mundial, dessa feita em Porto Alegre, que se as ideias e o os movimentos revolucionários europeus inspiraram e influenciaram as lutas populares no mundo, inclusive em nossa região, e agora era a vez das ideias e movimentos latino-americanos inspirarem e influenciarem as lutas dos povos da Europa e de todo o mundo.

O Partido Comunista do Brasil deve orgulhar-se de todo o apoio e de toda a solidariedade que vem empenhando, desde 1992, todos esses anos a Chávez, ao povo e à revolução venezuelana. Inúmeras vezes as lideranças venezuelanas e o próprio Chávez reconheceram e agradeceram esse esforço dos comunistas brasileiros. Neste momento dífícil, é preciso renovar esse apoio e essa solidariedade ativa, ao Grande Polo Patriótico, em especial ao PSUV e ao Partido Comunista da Venezuela.

Que o povo venezuelano dê continuidade à sua revolução bolivariana, agora liderada por Nicolas Maduro, com dignidade, altivez, alegria e sorriso largo, com unidade e disciplina, como Chávez os ensinou. Esse é o legado maior de Chávez, a revolução bolivariana, patriótica, latino-americanista e internacionalista.

Na Venezuela cunhou-se o lema “somos todos Chávez”. Nesse momento de dor e tristeza, há esperança pois o povo venezuelano e os povos latino-americanos e caribenhos somos todos Chávez. Como escreveu Capinam em letra musicada por Gilberto Gil, em homenagem a Che Guevara, “el nombre del hombre es pueblo”.

Ricardo Alemão Abreu – Secretário de Relações Internacionais do PCdoB

Organizações de juventude preparam jornada de lutas unificada para o mês de março

Plenária de movimentos da juventude brasileira reúne mais de 20 entidades em SP no sábado (23)

Ato é a preparação para uma grande Jornada de Lutas unificada em março e abril, por todo o país; UNE, MST, CUT, CTB UBES, UJS, JPT, JSB, JPL, Fora do Eixo, movimentos de mulheres, do hip hop, ciclistas, skatistas, e outros grupos estarão presentes

Mais de vinte movimentos ligados à educação, juventude, cultura, esporte, trabalho, mulheres, questão racial, transporte e direito à terra no Brasil participam de um grande ato em São Paulo, no próximo sábado (23), à partir das 9h, no auditório do Sindicato dos Químicos.

O encontro, que é aberto ao público em geral, é preparativo para a Jornada de Lutas unificada, que será realizada em março e abril, por todo o país, pelos setores de juventude desses diversos movimentos. A coalizão é inédita no país e deverá consolidar as principais bandeiras e reivindicações dos jovens brasileiros, neste momento, aos governos federal, estaduais e municipais.

REIVINDICAÇÕES
Entre os grandes consensos está a necessidade de investimento de 10% do PIB brasileiro na educação pública, além de 100% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal também no setor educacional. Outra pauta urgente e unificada é combate à violência e extermínio da população jovem e negra no Brasil, principalmente nas periferias das grandes cidades. Dados recentes do Conselho Nacional de Juventude mostram que, do total de homicídios no país, 70,6% das vítimas são negras e 53,5% são jovens com idades entre 15 e 19 anos.

A necessidade de trabalho decente para a juventude brasileira urbana, com garantia de todos seus direitos e a possibilidade de adequação das suas atividades à formação educacional e cultural também terá grande destaque entre as reivindicações, assim como a reforma agrária para o pleno desenvolvimento dos jovens nas zonas rurais. Outro tema prioritário para o movimento é a democratização dos meios de comunicação no país, combatendo o domínio dos grandes grupos econômicos sobre o setor e promovendo as novas alternativas de redes e conhecimento livre, rádios e TVs comunitárias, novas mídias e internet.

AGENDA DO ENCONTRO
Durante a parte da manhã, os movimentos realizarão um debate sobre a conjuntura nacional e seu impacto sobre a juventude. Na parte da tarde, serão planejadas, de forma mais aprofundada, as manifestações da Jornada de Lutas em diversas cidades brasileiras. Ao final, haverá atividade cultural, a partir das 18h, na Casa Fora do Eixo. O Sindicato dos Químicos fica na rua Tamandaré, 348, Liberdade. A Casa Fora do Eixo fica na rua Scuvero, 282, também no bairro da Liberdade.

SOBRE A JORNADA DE LUTAS UNIFICADA
Tradicionalmente realizada no mês de março pelas principais entidades do movimento social, a Jornada de Lutas do mês de março, neste ano, está sendo construída coletivamente com destaque para a área da juventude. A intenção é conseguir mais força e pressão a favor de temas que são considerados urgentes para todos. Os movimentos estão se reunindo desde o mês de novembro.

A Jornada de Lutas unificada deverá acontecer no final nas últimas semanas de março e primeiras semanas de abril Estão previstas grandes mobilizações organizadas em dez capitais brasileiras: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.

SERVIÇO
O quê? Encontro preparatório da Jornada de Lutas unificada da Juventude
Quando? Sábado, 23 de fevereiro
Debates, a partir das 9h / Atividade Cultural, a partir das 18h
Onde? Debates – Sindicato dos Químicos (Rua Tamandaré, 348, Liberdade)
Atividade Culturais – Casa Fora do Eixo (Rua Scuvero, 282, Liberdade)
Todas as atividades são abertas ao público

Yoani Sánchez é desmascarada e se recusa a assinar declaração contra o bloqueio dos EUA

Em debate realizado na cidade de Feira de Santana (BA), a blogueira cubana Yoani Sánchez foi convidada a assinar uma declaração em que atesta ser contra o bloqueio econômico imposto pelos EUA à Cuba e que defende a libertação dos cinco heróis cubanos presos em solo estadunidense. E se negou. Não quis assinar a declaração para não prejudicar os interesses de seu patrão: o governo dos Estados Unidos.

O desafio foi feito pelo estudante Caio Botelho, militante da União da Juventude Socialista (UJS) e da Associação Cultural José Martí (ACJM) – Bahia, que teve acesso ao microfone após muitos protestos exigindo pluralidade em um evento inicialmente programado apenas para “jogar confete” na blogueira, e que também contou com a presença do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Outros questionamentos também foram feitos, mas ficaram sem respostas.

Confira o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=AktqSgcDUrk&feature=youtu.be

Por Caio Botelho.

Injusta sentença

Reproduzo aqui nota divulgada hoje por José Dirceu. A decisão que o STF toma hoje, de condená-lo a 10 anos e 10 meses de prisão, está longe de ser inquestionável, na realidade para os que defendem a democracia em sua plenitude é uma decisão que fere preceitos constitucinais e abre graves precedentes. A José Dirceu, a solidariedade de toda a militância da União da Juventude Socialista nesse momento de nova perseguição política, amplamente comemorada pelas viuvas derrotadas na ditadura militar e que até hoje não engolem a vitória de Lula em 2002.

Injusta sentença

Dediquei minha vida ao Brasil, a luta pela democracia e ao PT. Na ditadura, quando nos opusemos colocando em risco a própria vida, fui preso e condenado. Banido do país, tive minha nacionalidade cassada, mas continuei lutando e voltei ao país clandestinamente para manter nossa luta. Reconquistada a democracia, nunca fui investigado ou processado. Entrei e saí do governo sem patrimônio. Nunca pratiquei nenhum ato ilícito ou ilegal como dirigente do PT, parlamentar ou ministro de Estado. Fui cassado pela Câmara dos Deputado e, agora, condenado pelo Supremo Tribunal Federal sem provas porque sou inocente.

A pena de 10 anos e 10 meses que a suprema corte me impôs só agrava a infâmia e a ignomínia de todo esse processo, que recorreu a recursos jurídicos que violam abertamente nossa Constituição e o Estado Democrático de Direito, como a teoria do domínio do fato, a condenação sem ato de ofício, o desprezo à presunção de inocência e o abandono de jurisprudência que beneficia os réus.

Um julgamento realizado sob a pressão da mídia e marcado para coincidir com o período eleitoral na vã esperança de derrotar o PT e seus candidatos. Um julgamento que ainda não acabou. Não só porque temos o direito aos recursos previstos na legislação, mas também porque temos o direito sagrado de provar nossa inocência.

Não me calarei e não me conformo com a injusta sentença que me foi imposta. Vou lutar mesmo cumprindo pena. Devo isso a todos os que acreditaram e ao meu lado lutaram nos últimos 45 anos, me apoiaram e foram solidários nesses últimos duros anos na certeza de minha inocência e na comunhão dos mesmos ideais e sonhos.
José Dirceu