PPJ:#soltaessa

*Por Luisa Barbosa
De fato não deveria ser assim, mas, infelizmente, falar de Políticas Públicas de Juventude (a tal PPJ) ainda é novidade para a maioria dos jovens. Para nós da União da Juventude Socialista – que protagonizamos na prática esse debate desde 1984 – o desafio é ainda maior! Ser uma organização de juventude que coloca como centro a construção de uma nova sociedade passa necessariamente pela ampliação das Políticas Públicas de/para/com a Juventude, setor mais maltratado da sociedade brasileira e que mais luta por mudanças significativas.

PEC da juventude precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional

No Rio de Janeiro a situação do jovem é ainda mais cruel. Dos 20 municípios com maior incidência de jovens e adolescentes com morte por homicídio, três estão no Estado do Rio. A cidade do Rio de Janeiro é ainda a quarta capital com maior índice de mortes esperadas por homicídios na faixa etária de 12 a 19 anos.

Essa triste realidade reflete a necessidade de investir-se cada vez mais em PPJ, levando em conta o que precisa e o que quer o jovem do Rio de Janeiro.

Mas o que é essa tal de PPJ?

Vamos por partes: Política pública é toda a política de Estado voltada para sanar os problemas sociais e visa diretamente os direitos dos cidadãos/as.

Já política pública de juventude, é a política de Estado voltada para essa parcela específica da sociedade.

Quando falamos de/para/com é pra destacar que a política pública de juventude deve necessariamente ter como foco o/a jovem e principalmente ouvi-lo/a, entendendo-o/a como agente ativo/a da sociedade! E não apenas receptor/a.

No Rio de Janeiro tivemos experiências concretas de implementação de Políticas de/para/com a Juventude, onde a UJS-RJ foi principal articuladora. A aprovação do passe-livre no Rio de Janeiro, em Petrópolis e em Campos – conquistadas através de grandes mobilizações da AMES, APE e FEC; e a conquista da Reserva de Vagas na UERJ, aprovada quando fazíamos parte da Coordenadoria Estadual de Juventude e também da AMES, são exemplos emblemáticos de Políticas Públicas que beneficiam atualmente milhares de jovens de nosso Estado e que tiveram os próprios jovens como principais articuladores.

E a juventude?

Atualmente as reflexões sobre a juventude tem sido constantes. Não à toa o ano de 2010 foi eleito como o Ano da Juventude pela Organização das Nações Unidas (ONU), mas no Brasil temos um elemento que nos dá ainda maior destaque: atualmente estima-se que um quarto da população
brasileira tem entre 15 e 29 anos, o correspondente a cerca de 50,2 milhões de pessoas, ou seja, 26,9% da população. Isso faz da juventude a parcela etária mais representativa!

#Soltaessa

A conclusão desse assunto é a seguinte: não existe melhor momento para avançarmos. A visibilidade que esse debate tem tido na sociedade e na esfera pública é reflexo da importância da juventude para o presente!

Contudo, muito ainda tem que ser feito. Na eleição presidencial @dilmabr já mostrou que o centro de sua campanha será os/as jovens.

Feras de todo o Brasil também querem interferir e conquistar políticas públicas de/para/com a juventude.

*Luisa Barbosa Pereira é doutoranda em Sociologia pela UFRJ, consultora da UNESCO na area Juventude e da Direção Nacional da UJS.

Publicado também no site da UJS
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